Estratégia de marketing da Bottega Veneta pode virar tendência entre marcas de luxo!

Luxo

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10 de abril de 2021

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Apesar de ousada e futurista, a nova estratégia de marketing da Bottega Veneta é pautada em um dos pilares do marketing: estar onde o seu público está.

Nos dias de hoje, o sucesso das marcas, sejam elas de luxo ou não, tem como estratégia básica e fundamental uma forte presença nas redes sociais.

Contudo, essa regra, que é praticamente uma lei dentro do marketing digital, foi quebrada pela marca italiana Bottega Veneta.

Em uma ação ousada e inédita, a grife resolveu ir na contramão de seus concorrentes e desafiar uma das maiores estratégias de marketing da atualidade.

Em 2020, Bottega Veneta tomou uma decisão radical e deletou todas as suas contas nas principais redes sociais.

A grife tomou esta ação sem nenhum aviso prévio ou explicação, o que gerou um grande burburinho no mundo da moda.

O que faria uma grife como Bottega Veneta apagar suas contas do Facebook, Instagram e Twitter da noite para o dia?

E isso, em 2020, o primeiro ano de pandemia, quando os negócios online e as redes sociais cresceram exponencialmente?

Esta atitude estratégica e ousada foi decisão do diretor criativo da marca, Daniel Lee, que nunca escondeu o fato de não gostar das redes sociais.

Contudo, a grife italiana mantém o seu site normalmente e continuará aparecendo nas redes sociais através de parceiros, consumidores e influenciadores.

Estar fora das redes sociais é uma forma de manter a exclusividade e individualidade da marca

Foto: Pinterest

Sem dúvida, para Bottega Veneta estar fora das redes sociais é uma estratégia de marketing digital inovadora, futurista e ousada.

O objetivo da grife com esta jogada é criar sua própria comunidade de fãs e consumidores, que farão o trabalho de marketing pela Bottega, ao compartilharem os produtos da marca em suas próprias redes.

Isto aumentará, ainda mais, o senso de exclusividade da grife entre seus compradores.

Afinal, a grande essência de valor do luxo é a inacessibilidade e exclusividade, que faz você se sentir único e especial ao pertencer aquele grupo restrito de pessoas que podem usar determinada peça.

Tendo este conceito em mente não é de se estranhar a atitude da Bottega em sumir das redes sociais e se tornar ainda mais exclusiva e inacessível.

Quem teve a ideia de tirar a Veneta das redes sociais, foi o diretor criativo da marca, Daniel Lee.

Para Daniel o conteúdo criado pelas redes sociais pode atrapalhar o processo criativo e ainda fazer com que percamos a nossa individualidade.

“Eu vejo o Instagram e as redes sociais às vezes, mas acho que muito pode ser perigoso e prejudicial ao processo criativo. Todo mundo vendo a mesma coisa não é saudável ou produtivo. Não cria individualidade.”, disse Lee.

Para ele, o maior problema das redes é o efeito manada, em que nada se cria e tudo se copia.

E isso é feito em uma velocidade tão grande que é impossível saber de onde surgiu aquela ideia.

Com resultado, as pessoas e as marcas perdem a sua individualidade por completo e, assim também bloqueiam a criatividade.

” Elas me parecem vazias, estimulam as cópias e banalizam os esforços feitos em tempos emocionalmente tão turbulentos. No fim, os conceitos não dispõem de profundidade. Isto limita a criatividade”, declarou.

Usar as Redes sociais NÃO é uma estratégia eficaz no mercado de luxo

Os melhores acessórios do desfile verão 2020 da Bottega Veneta - Vogue |  moda
Foto: Vogue

De acordo com alguns executivos e especialistas do mercado de luxo, o balanço do uso das redes sociais não é tão positivo assim para estas grifes.

Para eles, ainda não há nas redes sociais ferramentas de marketing para atender a expectativa dos consumidores destas marcas.

Ao que parece, o número de seguidores, likes, compartilhamentos etc são ótimas ferramentas para empresas que ainda não têm uma marca forte e reconhecida no mercado.

Assim, essas empresas usam as redes como uma estratégia de branding e não de vendas.

Para chegar a esta conclusão, estes especialistas perceberam que o número de vendas concretas que a presença nas redes sociais proporciona às marcas de luxo é insuficiente.

Em outras palavras, muita gente compartilha e curte os produtos da marca, mas são poucos os que realmente compram.

Público alvo de marcas de luxo estão fora das redes sociais

Entenda por que Daniel Lee é o estilista da vez - Vogue | moda
Daniel Lee
Foto: Vogue

Outro motivo que pode ter feito Daniel Lee tomar está atitude quanto às redes sociais da Bottega é que o público alvo da grife esta fora destas redes.

Ir onde o seu público esta é uma das estratégias mais antigas do marketing e da publicidade, e definitivamente, o público da Bottega e de outras marcas de luxo, não estão no Instagram.

“À medida que mais telas aparecem na vida dos pobres, as telas estão desaparecendo da vida dos ricos. Quanto mais rico você é, mais gasta para ficar fora da tela.”, revela Milton Pedraza, o presidente-executivo do Luxury Institute. 

Ou seja, as pessoas que de fato podem e compram as peças da marca não ficam horas e horas em redes sociais.

Desse modo, não faria sentido para marcas de luxo investirem em publicidade e em post patrocinado, onde eles ganharam muitos likes, mas poucas vendas.

Enfim, a nova estratégia de marketing da Bottega Veneta pode virar tendência entre marcas de luxo! pode ser vista como uma tendência de publicidade do futuro para marcas de luxo.

Por isso, não se assuste caso a Channel ou a Gucci desapareçam do Instagram ou do Facebook repentinamente.

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