Grifes como Gucci, Prada e Chanel se mobilizam no combate à pandemia.

Tendência

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31 de março de 2020

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O mundo virou de cabeça para baixo. De repente, milhões de pessoas estão em isolamento social e a pandemia de Coronavírus decretada pela Organização Mundial da Saúde levou todos a uma profunda reflexão: de um lado as milhares de mortes pelo Covid-19 e de outro, as pessoas se solidarizando para que o caos não se perpetue nos países mais afetados.

Imediatamente após as primeiras notícias de que a recessão não poderá ser evitada, os maiores grupos e grifes de luxo começaram a se manifestar para ajudar, não só com doações em espécie, mas também colocando suas fábricas para produzirem EPIs (equipamentos para proteção individual) e produtos indispensáveis para conter a contaminação pelo vírus. Essas ações de cidadania empresarial neste momento, mais do que proporcionar publicidade gratuita, proporcionam um alento para as populações que mais estão sofrendo com a pandemia.

Um exemplo dessa mobilização das grifes de luxo vem da Kering (Gucci, Balenciaga e Bottega Veneta), que já anunciou que três das suas principais marcas utilizarão suas fábricas para produzir materiais indispensáveis para o enfrentamento dos efeitos da contaminação pelo coronavírus. A Gucci, principal marca do grupo, vai produzir e doar para a Itália 1,1 milhão de máscaras e 55 mil aventais. Já Saint-Laurent e Balenciaga também produzirão máscaras faciais para doação, pretendendo assim evitar que, como aconteceu na Itália e na Espanha, médicos e policiais tenham de parar de trabalhar por falta de EPIs.

Enquanto as três marcas não aceleram a produção, a Kering já anunciou a compra de três milhões de máscaras cirúrgicas da China para serem doadas aos países que mais precisarem delas. Além disso, o conglomerado também determinou que seu segmento de óculos doe, em espécie, 2 milhões de euros para os Estados mais afetados pela pandemia na Itália.

Prada faz ações de cidadania empresarial

Já a Prada foi mais ágil nas ações de cidadania empresarial. Desde meados de março tem doado, diariamente, macacões médicos e máscaras. O objetivo é doar 80 mil macacões e 110 mil máscaras até 6 de abril. Esses equipamentos têm sido produzidos na fábrica da Prada em Montone, na Itália. Além disso, os CEOs da grife, Miuccia Prada e seu marido Patrizio Bertelli, doaram duas unidades de UTI e ressuscitação para hospitais de Milão.

Também sensibilizados pela situação de caos na Itália, Domenico Dolce e Stefano Gabbana fizeram uma generosíssima doação (cujo valor não foi divulgado) para a Universidade Humanitas, de Milão, para o setor de pesquisas, a fim de que em tempo recorde seja anunciada a descoberta de uma vacina contra o vírus.

Chanel e a produção de máscaras faciais

Seguindo na mesma linha, a Chanel já divulgou que está produzindo em suas fábricas máscaras faciais. A França, neste momento, está utilizando uma média de 40 milhões delas por semana, e claro que médicos, cuidadores de idosos e policiais estão se queixando da escassez do produto. As autoridades do país já divulgaram a compra de 1 bilhão de máscaras da China.

Além da doação do equipamento, a Chanel também tranquilizou a todos, afirmando que não demitirá nenhum de seus 4.500 funcionários neste momento de crise.

Coronavírus x empresas

A postura das empresas do seguimento de luxo está sendo imitada por inúmeras empresas e conglomerados ao redor do mundo. Doações e trabalho voluntário têm surgido inclusive no Brasil, onde a epidemia ainda não atingiu seu pico, mas já se sabe que trará muitas mortes quando isso acontecer. Minimizar os efeitos não só na área da saúde, mas principalmente na área econômica, é o que tem levado o seguimento a se mobilizar e procurar fazer o máximo para que os próximos meses não tragam tanta insegurança para a população.

A São Paulo Fashion Week, que seria em abril, já foi cancelada, a exemplo de vários outros desfiles ao redor do mundo. Todo o calendário da moda foi alterado e a menos que haja uma melhora muito significativa nesse cenário, ele não poderá ser retomado este ano.

Se cada um fizer sua parte e seguir as orientações da OMS, será possível sair dessa pandemia com o menor número de mortes possível!

A Inffino está focada também nos cuidados necessários com os colaboradores e clientes contra propagação do Covid-19. Veja Inffino vs Covid-19. Veja outros artigos no nosso Blog.

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